16 dezembro 2007

Sobre blogs.

Blog esteve na moda entre jovens. Nessa época que eu comecei meu primeiro blog, e mais um monte de gente também começou. Funcionava exatamente como um diário: todos nós postávamos o que acontecia com a gente durante a semana.
Depois a moda virou o flog. A essa eu resisti, mas acabei criando um, em paralelo ao meu segundo blog. Postava de vez em nunca, e só postava fotos que eu considerava top.
Aí blog e flog perderam a graça, mas eu continuei com o blog. Nisso ele voltou a ser moda, mas entre adultos. O que se escreve agora em blog é temático, não é mais um diário. Porém, pelo menos pelos blogs que eu ando vendo, parece que não tem uma produção de conteúdo. Eles funcionam como um índice do que o dono do blog acha legal.
Um blog que vive às custas da produção de outras pessoas é tão legal assim? É bom um blog que contém artigos que falam coisas que qualquer um pode pensar, isto é, não acrescentam nada de novo?
Quando um blog fez um mapa da blogosfera brasileira (ou dos blogs amigos dele), eu acessei parte deles e parece que 99% deles vivem disso: copiar e colar. Quando eu busco alguma notícia sobre tecnologia, pipocam blogs com o mesmíssimo texto, e raramente há alguma opinião do blogueiro.
Um blog fica parecendo aqueles programas de mulher que passam à tarde nos quais a apresentadora fica lendo um jornal enquanto mostra a foto - do jornal - na tela.
Eu prefiro ler blogs que produzam conteúdo novo. Quando eu encontrei um que falava de música e entrevistava pessoas dessa área, achei demais. Já um blog que copia notícias inúteis de sites inúteis e põe um comentário engraçadinho logo após, eu deixei de acessar. Eu já gostei desse blog, mas eu me toquei que aquilo era muito ruim e parei.
E no meio das minhas opiniões, como fica meu blog? Ele é do tipo que parou no tempo. Ainda é dos que funcionam como diário. Pode parecer ridículo fazer um blog-diário, mas é assim que eu gosto de blogar. Ler posts antigos de blogs antigos meus é diversão pra mim, por isso eu registro tudo. Ou pelo menos registrava.
Desde o primeiro blog eu sei que isso é inútil, mais inútil que os blogs ctrl+c ctrl+v. Porém, na época do primeiro isso era moda e várias pessoas comentavam; na época do segundo foi quando eu mais postei, e mais pessoas comentavam; no começo do terceiro eu já tinha perdido o gosto de postar, tanto que foi o pior blog. Esse aqui, então, eu resolvi tentar voltar ao modo mais irônico que eu tinha para escrever, mas isso durou dois ou três posts. Deixei passar fatos memoráveis como a nossa viagem para Caldas Novas, e essa foi um prato cheio pra proposta desse blog.
Enfim, acho que perdi o gosto de blogar e de visitar blogs. Por causa disso não tive vontade de fazer a revolução que eu pretendia aqui para alavancar esse blog. Acho que esse não dura muito tempo. Talvez no futuro eu faça um blog do jeito que se gosta hoje em dia, mas com produção de conteúdo ou com opiniões que sejam diferentes do resto e que acrescentem algo.

24 novembro 2007

A evolução da espécie.

Resolvi adiar por tempo indefinido a ultramegaatualização e postar logo o que os poucos leitores do blog querem ver: um superobrigado pela festa surpresa dos meus dezoito anos. Tirando as bexigas d'água. Tô zuando. Valeu pelos esforços por meses.

11 novembro 2007

A última semana.

Se eu fosse atualizar do jeito que eu tinha em mente, talvez esse blog nunca mais recebesse um post, então vou pôr isso aqui e depois eu faço a atualização.
A última semana foi estranha. Tirando o feriado, que deveria ser só felicidade. Descobri poucas horas antes do dia de Finados que um cara que eu conhecia tinha morrido. Passei o dia pensando nisso e, no sábado, enquanto eu esquecia disso, fui para um pesqueiro com a família e passamos pela cidade em que ele morava. Aí deu uma estragada no dia, que acabou não sendo tão ruim de qualquer jeito porque o lugar era bom e as companhias também.
Um dia antes eu comprei meu primeiro tênis. Estava lá comprando com sensação de orgulho por estar pagando com o meu dinheiro, mas achando aquilo um tanto superficial. Machado de Assis disse que felicidade é um par de botas, mas não deveria ser...
Já me falaram que eu gosto de diversões estranhas, e antes de ontem tive a prova definitiva disso. Onde já se viu achar legal fazer exame? Um cara que trabalha comigo no Etapa precisava de voluntários para um exame nos olhos, e lá fui eu. Aqui entre nós, não tanto pelo espírito voluntário, mas por causa da minha hipocondria. Fiz o exame que ele precisava para a pesquisa e também de glaucoma, que eu pedi pra fazer. Saí de lá vendo faixa de segurança emitindo luz própria. Cheguei na estação Carrão e os prédios ao longe estavam triplicados, cada um de uma cor, e iluminados como eu nunca tinha visto. E eu achei tudo isso legal. Só faltou eu pedir pra ser voluntário em algum outro exame.
E hoje aconteceu algo nada legal. Acordei duas horas atrasado para ir trabalhar e, por isso, perdi o dia e talvez um mês inteiro. Pra piorar, amanhã tem prova. É fossa que não tem hora pra acabar.