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19 outubro 2009

Parabéns pelo seu dia.

Tirei essa foto na estrada no dia do meu aniversário (também o dia do médico, mas fingi que não li o "18 de outubro - dia do médico" no letreiro). Depois de achar graça da Autoban me dando feliz aniversário, vi o quanto esse momento pode ser motivacional (antes de continuar, saiba que este post tem a tag 'filosofia de bairro'). No final do dia, perto de anoitecer (como na foto), quando se está geralmente cansado por causa do trabalho e os problemas povoam nossa mente, aparece um letreiro nos parabenizando pelo nosso dia. A luz dele está meio apagada (o cansaço), mas ainda existe. Demos o nosso melhor e estamos vivos, afinal.

E a vida/estrada continua.

(Já é meu papel de parede, mesmo a foto estando mal enquadrada por ter sido tirada de repente. Eu vou me envergonhar em breve deste post)

05 setembro 2009

Um sujeito bem estranho, segurando um monte de sacolas, sentou-se ao meu lado. Estava com ar de quem tem mil coisas pra fazer. Tirou de uma das sacolas um pote com nozes e começou a comê-las, com ar impaciente, mas delicado. De vez em quando dava uns suspiros. Dali a pouco ajeitou tudo, levantou e, no banco que ocupava, ficou um papel de cor amarelo-post-it. Bati o olho nele e vi escrito "Poesia solta - Amigo inusitado". Saquei que ele tinha deixado o papel ali de propósito, afinal a poesia era solta, e o amigo, inusitado.
Aquilo para mim era o máximo: eu já tinha ouvido falar em bookcrossing, mas não achava que aquilo existia de fato, muito menos que o "crossing" já não se limitava a "book".
Fiquei esperando que ele fosse embora para começar a ler. Eis que um cara no banco da frente olhou para trás. Viu o papel amarelo-post-it contrastando com o banco cinzento. Virou-se para frente lentamente, como se estivesse pensando. Olhou para o papel de novo e acabou com tudo:
- Ei, você. Esqueceu esse papel?
O sujeito hesitou, acabou dizendo que sim. Guardou a poesia solta numa das sacolas, resmungou alguma coisa e foi embora. Guardei a curiosidade com o amigo inusitado, resmunguei pra quê tanta educação e fui embora.

24 maio 2009

"Não há realidade feliz que valha a décima parte de um sonho bom."
- Humberto de Campos, A mosca azul

Temo que isso seja verdade.

20 outubro 2008

Num sábado chuvoso, acordei às 5h30 e fui trabalhar, eu e mais dois amigos. Quando saímos do trabalho ainda estava chovendo. Um morava pela região e outro queria ir pra galeria do rock. Fomos descendo a frei caneca a pé embaixo dos nossos guarda-chuvas e continuamos descendo pela augusta. Já perto da república, destino dos dois, a chuva ficou muito forte. Atravessamos a rua e entramos num posto de gasolina. Um deles comprou uma Coca-Cola para dividirmos. Sentamos na porta da loja de conveniência jogando conversa fora, esperando a chuva passar.
Ela não passou; saímos embaixo dela mesmo assim. Os dois foram pro mesmo lado e eu fui pegar ônibus. Estava sem nenhum livro na mala de propósito para fazer nada no caminho até a minha casa. Fiquei olhando a cidade passar pela janela, prestando atenção em tudo e ao mesmo tempo em nada.

Isso foi uma das melhores coisas que eu fiz em anos e, muito honestamente, eu não sei por quê. Tem gente (eu mesmo) que gasta um monte atrás de diversão, prazer, etc., e eu encontrei algo melhor que tudo andando embaixo de chuva e jogando conversa fora num posto de gasolina. Vai entender.

20 junho 2008

"- Chorei como uma cabrita desmamada. Não por ele, mas pela decepção, pelo sonho desvanecido. Não há nada tão ruim como sonhar, minha filha.
- Sonho tanto...
- Quem sonha, paga caro. Bom é querer. Comecei tudo de novo (...)."
(update) -- Tieta do Agreste Pastora de Cabras, Jorge Amado

02 maio 2008

Fui comprar camisa na Colombo exclusivamente porque está barato. Gostei de uma que estava na vitrine mas que não tinha no estoque. Minha mãe falou pra eu escolher outra, mas eu só tinha gostado daquela.
Pergunta: vale a pena ficar com outra para esquecer da que você gosta?

PS.: post pré-adolescente, eu sei, mas a reação dos meus pais quando eu falei pra vendedora "mas eu não vou ficar com outra pra esquecer da que eu gosto" foi tão "tão" que eu resolvi postar aqui.

20 abril 2008

Estou há quase duas horas escrevendo, apagando, refazendo título, tentando criar uma introdução, e nada rola. Tudo isso pra falar que, ao invés de explodir, aconteceu só uma biriba, e que eu crio metas cujas motivações não são tão óbvias (como dirigir melhor não pra não ter problemas no trânsito, mas pro meu pai parar de inventar um motivo atrás do outro pra me encher o saco, ou querer aprender estatística não pra saber estatística, mas pra passar por cima de um imbecil do meu grupo que se acha o f*dão porque manja mais e fica delegando tarefas e esnobando). Em outras palavras, estou movido pela vingança.

15 janeiro 2008

Esperando a chuva passar...

...enquanto eu estava na dentista li esse artigo do J. R. Duran na Trip e achei muito da hora.

24 novembro 2007

A evolução da espécie.

Resolvi adiar por tempo indefinido a ultramegaatualização e postar logo o que os poucos leitores do blog querem ver: um superobrigado pela festa surpresa dos meus dezoito anos. Tirando as bexigas d'água. Tô zuando. Valeu pelos esforços por meses.

17 outubro 2007

Pós-feriado.

Fiz metade da lista na madrugada anterior à prova e ao trabalho. Juro (de verdade dessa vez) nunca mais deixar algo para a última hora.

04 outubro 2007

Que vida: mal espero para ir trabalhar amanhã.